Relé térmico deixado no máximo “para não desarmar” é proteção desligada. E motor queimado custa muito mais que a parada.
Curva B, C ou D
A curva do disjuntor define a rapidez com que ele atua diante de uma corrente de curto:
- Curva B — dispara entre 3 e 5 vezes a corrente nominal. Para carga resistiva e iluminação, sem pico de partida.
- Curva C — dispara entre 5 e 10 vezes. É a mais comum: tomadas, chuveiro, ar-condicionado, uso geral.
- Curva D — dispara entre 10 e 20 vezes. Para carga com alta corrente de partida: motor, transformador, máquina de solda.
Usar curva errada gera um de dois problemas: disjuntor que desarma toda vez que o motor parte, ou disjuntor que demora demais para atuar num curto real.
O que observar antes do problema
A instalação avisa antes de falhar. Os sinais mais comuns:
- Disjuntor que desarma com frequência crescente
- Tomada ou interruptor que esquenta ao toque
- Cheiro de queimado, mesmo fraco, perto do quadro
- Lâmpada que oscila quando outro equipamento liga
- Marca escurecida ao redor de tomada ou plugue
- Choque leve ao encostar em carcaça metálica de equipamento
Qualquer um desses merece verificação. Todos juntos significam que a instalação está no limite — e o próximo evento pode não ser só um susto.
Resumindo
Se você guardar só uma coisa deste texto, guarde esta: disjuntor protege o cabo, DR protege a pessoa e DPS protege o equipamento. São três funções diferentes, e nenhuma substitui a outra.
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